Faz um tempinho já desde a última vez em que escrevi, é que eu ando muito pensativa ultimamente (só pra “variar”). Em vez de escrever a respeito, preferia refletir, entender e tentar mudar algumas coisas que não gosto, inclusive em mim mesma.

Há uma certa ansiedade em se entender algumas coisas que acontecem, esse blog como já comentei uma vez, serve como um “desabafo” somente isso. Pra quem sabe um dia, daqui a algum tempo quando eu voltar a ler tudo isso, eu compreenda melhor algumas situações e sentimentos.

Eu estava pensando principalmente, numa “metaforização”, comparando as nossas vidas como se fosse uma peça que tivesse em cartaz, onde se tem personagens que fazem parte das nossas histórias e que cada um de nós somos os atores principais das nossas vidas, do nosso roteiro. Andei pensando também sobre a diferença que fazemos ou não na história da vida de algumas pessoas e a diferença que algumas pessoas fazem na nossa (sem nem terem a consciência disso).

Quantas vezes eu fico pensando se a amizade e atenção que às vezes oferecemos pra algumas pessoas não são ações do qual não passamos de simples “figuração” pra elas e que a importância que damos a elas não é recíproca. E muitas vezes, precisamos de uma certa coragem e iniciativa de mudar os cenários, o elenco enfim, ao invés de sermos simples atores das nossas histórias, acho devemos jamais nos perder em pensamentos que não levarão a lugar algum e tomarmos a “direção” dos nossos próprios roteiros, se for o caso até modificá-lo.

É preciso ter a consciência da hora de “sair de cena” e parar de ser figurante na vida de algumas pessoas, e de encontrar talvez novas personagens, e vai de nós mesmos querer ou não que elas se tornem parte do roteiro que escrevemos ou que simplesmente façam “figuração” e rapidamente saiam de cena e sem fazer qualquer diferença.

Com certeza, as pessoas que lerem isso aqui não vai entender muito, vai achar estranho, mas na verdade eu escrevo aqui, não pra receber comentários nem pra que me entendam, e sim pra que eu um dia entenda tudo isso. Por enquanto acho que vou continuar um pouco entre névoas, às vezes preciso sair de cena, ficar um pouco reclusa fazendo da minha vida um “monólogo”, pra começar a escrever outros capítulos, sem repeti-los e deixar de fazer figuração na vida de algumas pessoas e deixar pra quem realmente leva mais “jeito” e se sujeite a isso.

Eu sinceramente não tenho a menor idéia da importância que tenho e faço pra algumas pessoas (se é que faço). Mas também jamais terei como saber sobre isso, acho que só o tempo e a distância são capazes de demonstrar. Quantas vezes, eu fico um longo tempo sem rever algumas pessoas e mesmo depois de tanto tempo, parece que tudo continua igual só a saudade que muda de proporção e a amizade da outra pessoa é intensa e proporcional, pois, os sentimentos e a vontade de querer continuar por perto são as mesmas de ambos.

Eu senti isso no final de semana passado, quando uns amigos nossos de longa data nos ligaram, a última vez que tínhamos nos visto pessoalmente foi em novembro de 2005, quando fui a um festival e aproveitei pra visitá-los e matar um pouco as saudades, antes que ela me matasse. :´(
Escrever um roteiro novo é complicado, reescrevê-lo pra mim é ainda mais. Mas creio que é preciso saber acima de tudo, o momento exato de sair de cena.

Post ao som de Coldplay “The Hardest Part”_ Ultimamente essa música não sai da minha cabeça, grudou totalmente e inundou minhas reflexões. Minha mãe adora essa música, ela diz que é muito bonita e muito triste, e ela se sente um pouco assim quando a escuta - eu também me sinto assim quando a escuto. Essa música é uma daquelas que desperta certa ambigüidade, mas a letra tem muito disso, de querer consertar as coisas, a vida.

Bom, se não dá pra consertar devemos pelo menos fazer o possível pra melhorar o que fizemos, eu consegui garantir minha vaga pra segunda fase da FUVEST, e sinceramente não estava muito confiante de que passaria, pois tenho certeza de que não dei o meu melhor. Então, que venham as provas finais, mal aproveitarei as festas de final de ano estudando, mas espero ter o que festejar depois quando sair a lista dos aprovados da segunda fase.

Ah, estarei torcendo também pra que minha irmã e esse meu amigão de São Paulo, o Antônio (Junior) e a prima dele passem também, assim comemoramos todos juntos. “TENHAMOS TODOS MUITO BOA SORTE!!!!!!!!!!!!!!” (Amém, hehe. Mas nessas horas bem que eu queria ter uma certa mediunidade na hora pra “receber” um gênio como o Da Vince ou algum outro, principalmente nos cálculos, se bem que como a minha carreira é Humanas não terei de fazer). :P

Depois de ter passado boa parte da tarde estudando no domingão, cheguei até a dormir em cima das apostilas (Que lindo! Que exemplo!:P), quando acordei lembrei do EMA, quase nunca assisto as premiações da MTV gringa mas resolvi dar uma conferida pra ver se eu dava uma “acordada”, e adivinha só quem aparece pra tocar? Nem acreditei: o Muse!!! Foi excelente a apresentação deles que tocaram "Starlight e ainda teve uns efeitos de iluminação tipo uns lazeres em tom de verde, mas sinceramente nem precisava disso. Depois teve umas porcarias que nem vale a pena comentar e o The Killers ganhou o prêmio como “Melhor Banda de Rock” e gostei do discurso, pois eles disseram que o Muse merecia o prêmio muito mais do que eles - e eu concordo - se bem que eles nem estavam concorrendo ao prêmio - injustiça.

Quase que não reconheço o vocal do Killers, ele se desfez daquele “visual emo” e apareceu com um moicano bem discreto e de barba (muito melhor). Bom, chega de comentar sobre quesitos totalmente ignóbeis de moda. Não é que eu deteste o Killers, simplesmente não acho nada de muito esplendoroso no som que eles fazem e não me desperta muita “empolgação” e interesse (prefiro um The Bravery que faz uma linha “oitentista aprimorada”) - nossa, ultimamente ando com uns neologismos horripilantes.:P

E parece que o Bravery toca dia 25/11 em São Paulo, num festival de música eletrônica, se eu tivesse ficado sabendo com mais antecedência eu ia, nem que seja só pra assistir ao The Bravery, pois confesso que não sou muito fã de música eletrônica. Se bem que ouvi rumores da possível vinda deles em setembro, mas não tinha nada confirmado. Como sempre digo: vai morar no interior pra vocês verem o que é “bom”, vai.
Maldita hora que eu vim pra cá! Mas também agora já foi e pra minha total falta de sorte, arrependimento não mata, senão... :P

Bem, voltando ao The Killers, eu não ouvi ainda esse último álbum da banda, pode ser que eu me surpreenda, mas não sei não (acho meio difícil); já o Keane tocou também no EMA, mas acho o som deles muito “água com açúcar”, mas até que eles têm umas 2 ou 3 músicas boas (sou chata mesmo, não me agrado muito facilmente com as coisas).
Não vi as apresentações que se seguiram depois, tenho mais o que fazer (por incrível que pareça como estudar né!) e o Muse me deixou beeem acordada!!! ;)
Enfim, o pouco que vi valeu a pena, fazia tempo que não via a uma apresentação AO VIVO do Muse, só mesmo clipes ultimamente e na minha opinião, foi o que o EMA teve de melhor esse ano.

Quanto à apresentação medíocre e sem graça do apresentador Justin Timberlake (dispenso muitos comentários a respeito desse ser tão “edificante”:P ). Pra mim, ele e NADA é a mesma coisa, deviam ter chamado a minha avó de 87 anos pra apresentar, tenho certeza que seria bem mais interessante e instrutivo. E essa premiação mostrou o que eu já sabia, nem sempre quem merece ganhar, ganha alguma coisa ou sequer é lembrado. Se bem que músicos de verdade não fazem questão desses prêmios insignificantes que só serve pra “encher o rabo” das gravadoras de dinheiro (desculpe o termo vil, mas é verdade e outra, a droga do blog é meu mesmo e duvido que alguém leia tudo isso até o final).

O EMA e todas as premiações de música em geral, são bizarras. Nem sei por que eu ainda perco meu tempo assistindo. Se bem que nem vi nenhuma outra premiação musical esse ano, aliás, só o finalzinho do VMA, pois foi o Killers que encerrou e eu queria conferi-los ao vivo (até que foi bom, eu confesso).

Bom, espero tratar de algo mais interessante da próxima vez, e ser menos mal educada também (mas não será tão cedo, o vestibular tá vindo aí – “que medo!”). Tomara que dê TUDO certo, não interessa a colocação, passando tá óóó´timo, assim eu me livro daqui mais rapidamente hehehe (que horror!).

Gracejos idiotas a parte, infelizmente a maioria só dá valor pra música, filmes e arte descartável. Se você quiser conferir algo realmente interessante, digno de atenção não será na televisão que você encontrará (não mesmo). Filmes então, nem se fala, a melhor opção são aquelas salas “alternativas” que exibem filmes estrangeiros, com muito conteúdo e pouca valorização artística por parte do grande público e das grandes produtoras de cinema, uma pena!Confesso que tenho certa “queda” por filmes franceses e italianos (aqueles com um humor bem obscuro e sádico), não que o Brasil não faça filmes bons, mas ainda temos muito que aprender (“O Ano em que meus pais saíram de férias” parece ser um bom filme).

Recomendo um estrangeiro em especial “Sangue Ruim” é francês e data de 1985 (bem difícil de achar, mas é bem interessante, obscuro, confuso, Bowie na trilha, é muito bom), tem um que quero assistir faz 5 anos mas não acho, chamado “Bem-vindos” é uma co-produção dinamarquesa é de 2001; a TV Cultura costumava exibir toda sexta-feira uns filmes estrangeiros muito bons, eu sempre que gostava do filme acompanhava até o final, mas nem sei se exibem mais. Faltam mais salas de cinema que dêem oportunidade pra se conhecer filmes diferentes, inclusive na cidade onde resido atualmente.

Na verdade falta tudo no quesito cultura por aqui. Não tem um único museu, exposições de quadros e esculturas, nada! Não sei como tem gente que consegue viver sem isso, eu não consigo. Sempre que podia, ia à Pinacoteca do Estado, a museus, teatros, biblioteca (que a daqui é bem precária em boa diversidade) a que tinha perto da minha casa, sempre recebia ótimos lançamentos de livros e eu toda a semana ia buscar pelo menos uns 2 livros pra ler (achei livros ótimos sobre cinema; sobre blues, pois eu adoro a Bessie Smith e o Robert Johnson e aprendi que você só tem uma idéia do que é uma vida trágica lendo a biografia desses músicos de blues, é cada história! Talvez por isso que exprimem tanta melancolia nas letras).
Isso me faz uma falta, já estou sentindo o efeito da “abstinência cultural” por aqui.

Ah, já ia esquecendo eu fiquei sabendo que o guitarrista Nick McCarthy aproveitou a pausa do Franz Ferdinand pra trabalhar em um projeto solo, na verdade uma parceria com outro músico chamado Alexander Ragnew, o projeto chama-se Box Codax (nome bem esquisito) e o nome do álbum é “Only An Orchard Away”. Por enquanto eu ainda não tive tempo de escutar, mais creio que vale a pena dar uma conferida. Mas vou esperar essa fase de “correr atrás do prejuízo” terminar. Não adianta, na reta final deixa-se pra se estudar muita coisa que poderia ter estudado com mais antecedência. Mas meus últimos dois meses foram bem complicados e não tava com um nível de concentração suficiente pra absorver o conteúdo que precisava pro vestibular.

Agora, é correr atrás do tempo perdido, só espero que ainda esteja em tempo (meio difícil). Um dia também eu acho que consigo escrever menos baboseiras. :P
Essa imagem acima é a pintura “O Grito” de Edvard Munch (também inspirada na minha cara no momento, por causa do vestibular e da correria que enfrentarei agora no final do ano e que com certeza, não será por motivos festivos :P). Que droga! Não consegui postar a imagem, ,mas era pra ser essa que eu comentei... :(


Post ao som de "City Of Delusion"-Muse



I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way ?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
I am the son
And the heir
Of a shyness that is criminally vulgar
I am the son and heir
Oh, of nothing in particular
You shut your mouth
How can you say
I go about things the wrong way?
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does
There's a club, if you'd like to go
You could meet somebody who really loves you
So you go, and you stand on your own
And you leave on your ownAnd you go home, and you cry
And you want to die
When you say it's gonna happen "now"
Well, when exactly do you mean ?
See I've already waited too long
And all my hope is gone
I am Human and I need to be loved
Just like everybody else does

Com certeza se eu fosse a letra de uma música seria essa dos Smiths, eu até poderia escolher alguma mais angustiante do Radiohead (“There There”, “Karma Police”por exemplo,seria perfeita), ou uma bem down da PJ, Cure, Guided ou do Delgados quem sabe uma questionadora do Manic, uma confusa do Interpol, do Velvet ou alguma beeem enfurecida ou bem saudosista dos Pumpkins, uma cheia de vontade e ressaca do Iggy and the Stooges...
Se bem que a letra dos Smiths soa bem passional e eu não sou tanto assim, não tanto quanto o Morrissey (aliás, ele é a pessoa mais passional que existe), mas a letra tem muita verdade e sensibilidade como a maioria das que ele escreve.
Algumas vezes nós somos uma letra de uma música (e olha que tem muita “música” ruim por aí :P) mas faz parte da chamada “diversidade”.
Faz três anos que me sinto “How Soon Is now ?” . È que as vezes eu gostaria de ter continuado por lugares que pra mim eram, são e talvez pra sempre serão mais “familiares” e que parecia fazer mais sentido, e tenho a desagradável sensação de que desde que mudei de cidade aconteceu um certo retrocesso na minha vida até uma certa estagnação da minha parte e um “conformismo” que me desagrada e que não reconheço em mim mesma.
Também muita impaciência, perda de vontade e satisfação em coisas que antes me agradavam muito. Mas creio que o lugar e as pessoas fazem isso conosco. Parece que tudo aqui torna-se inviálvel, filmes e shows por exemplo. Nem dá mais vontade de saber se a banda que eu gosto vem pro Brasil, tem que correr atrás de ingresso, passagens e torcer pra que tudo dê certo no dia e durante o longo percurso, pra não perder esse único dia de satisfação e felicidade. E se tiver sorte, conseguir estar de folga ou disponível no dia pra não perder.
Eu queria voltar, mas pra que isso seja possível eu teria que mudar TUDO na minha vida! Se bem que uma mudança agora viria muito bem a calhar mas infelizmente não pode ser de qualquer jeito. Também tenho receio de que o tempo passe, siga o seu próprio fluxo e que eu acabe deixando de fazer o que poderia e gostaria de ter feito,onde poderia ter vivido,quem sabe quem poderia ter conhecido e me acrescentado coisas boas e vice-versa.
Enfim, passar por experiências que pudessem me tornar uma pessoa melhor ou não (vai saber, eu não sei o que me aguarda) ... e acabar sendo tarde demais. Eu não queria que a minha vida tivesse tomado um rumo tão diferente como aconteceu, eu queria tudo do jeito que éra antes mudármos de cidade, de amigos e de rotina...
Eu definitivamente, não sei se estou preparada o suficiente pra uma outra mudança tão brusca (mesmo sendo um lugar bem conhecido por mim) e ainda por cima totalmente sozinha dessa vez.
E também pra que essas mudanças possam ocorrer eu teria que planejar e replanejar muita coisa, deixar duas pessoas em especial (meus pais) e o Fred, claro e isso leva um certo tempo até mesmo porque eu gosto de fazer tudo direitinho e na minha opinião,se quando se planeja as coisas já acontecem alguns imprevistos imagine então quando se faz tudo na base do impulso...não dá nada certo mesmo!
Outra impressão, parece que quando tudo parece que vai dar certo sempre acontece um coisa muito desagradável que me impede de prosseguir com essa intenção, parece uma sina um castigo. O jeito que tem é ir “levando” a vida pra que ela não nos leve... (nossa, viajei agora :P).
Então, How Soon Is Now?
:(



Estou tentando “entender” e assimilar algumas situações que ando observando há algum tempo. É impressionante a falta de “personalidade” e a “auto-anulação” que algumas relações trazem para um indivíduo; exemplo: um casal (daqueles bem “grudentos” e ridículos, desses que encontramos aos montes por aí) - e pode ter certeza de que não os invejo - então, um deles gosta de uma coisa e o outro de algo diferente e às vezes até pior e mais bizarro, é impressionante o que algumas pessoas fazem, elas são capazes de “se anular” deixando de gostar do que realmente gostam só para “agradar” seu parceiro(a). E além de tudo abre mão de sair pra lugares que gostava de freqüentar só por que fulano (a) não gosta e o que é pior, acaba “fingindo” pra si próprio que gosta dessa situação e aceita calado (a).

Isso não aconteceu comigo (nem vai acontecer), pois eu prefiro mil vezes a minha própria e exclusiva companhia a ter que deixar de ser quem eu sou ou gostar do que gosto só pra agradar alguém e nem quero que ninguém se “anule” por minha causa... é inaceitável isso em qualquer relacionamento, não só os amorosos mas entre amigos também!

A pessoa tem que aceitar e gostar da outra não só pelas suas qualidades (pois isso é extremamente fácil), mas principalmente tem que “aturar” os defeitos. Como dizem por aí, eu quis tentar contar um milagre sem citar o nome do santo (a). Mas isso é algo que me perturba um pouco, ou melhor, muito mesmo e precisava “desabafar” entendem?

Bom, eu não queria citar nenhum clichê, mas é algo que as pessoas precisam levar muito em consideração: “seja SEMPRE você mesmo (por pior que seja)”, mesmo se gosta de algo que consideram “cafona”; ridículo e EMO (rsrsrsrs) :P. Pois mais ridículo pode ter certeza, é fingir ser quem você não é, e gostar de coisas que você não gosta ou pior dizer que conhece e não sabe nada a respeito só pra se “encaixar” em determinado grupo ou agradar determinada pessoa. Isso é algo deplorável de se presenciar, pode ter certeza, pois você “trocar” idéias e assuntos com uma pessoa, ou “apresentar” pra que a outra pessoa passe a conhecer é uma coisa e deixar de gostar ou “fingir” que gosta é outra!

Além do mais, não há coisa melhor e mais prazeroso no mundo do que você conversar sobre assuntos que realmente te agradam e te despertam interesses, com alguém que também gosta das mesmas coisas ou pelo menos conheça e tenha uma opinião formada a respeito.

Nossa, eu realmente estava precisando dizer algo sobre isso e espero não ter de presenciar isso nunca mais na minha vida (meio difícil, ainda mais por aqui em “Hell Preto”). E a outra pessoa ainda “pensa” que não dá pra perceber a “farsa”... idiota :P

Tem uma citação de Monteiro Lobato que ele escreveu numa carta a um amigo chamado Godofredo Rangel (que eu não faço a menor idéia de quem seja, mas se eu não me engano era um jornalista) que diz: “Devemos ser sempre nós mesmos; ser núcleo de cometa, não cauda. Puxar fila e não seguir”. Eu li essa citação quando eu tinha 15 anos e isso me marcou bastante, pois sempre foi um pouco difícil eu encontrar pessoas com quem eu tivesse gostos em comum e sempre fez com que eu me sentisse “um peixe fora d´agua”; “uma estranha no ninho”.E é isso que levo sempre comigo

Eu não consigo fingir ser quem eu não sou (ainda bem!). Portanto, quem gostar de mim e quiser ser meu amigo (a) tem que agüentar as coisas “estranhas” que eu gosto de ouvir e as que gosto de assistir. Nem pode tentar mudar meu jeito nem meu gosto, senão “tchau” mesmo! E outra, nem meus pais conseguem me mudar quanto mais um estranho (a). Eu sei que sou um caso “perdido” (hehehe). E fico feliz em saber que não tem outra Cláudia por aí, pois não sou nenhuma cópia barata e medíocre de alguém. Somos o que somos devido a personalidade de cada um e das experiências que cada um vive e presencia. É isso! ;P


P.S:Ah, eu fiquei conhecendo esses dias o tal do “Sonora” do Terra, parece ser bacana, lá dá pra criar um playlist só com as músicas que você gosta e escutar álbuns na íntegra... Bom, mas chega de fazer propaganda de graça (parece um pouco com o finado “Usina do Som” e alguns outros). Depois que eu fizer meu Playlist por lá eu coloco o link dele aqui.
Só vai ter coisa “estranha”! Eu não as acho estranhas, mas sempre ouvi isso dos outros: “Nossa, a Cláudia só escuta coisa estranha!” / “ Que isso? Alguém morreu? Tá de luto ou tá com raiva?”( Resposta: “Eu morri. Sim,os dois”!) :P

Prometo que se tiver outro post vai ser bem mais “enxuto” e serei mais lacônica sobre o assunto.




Bom, eu não sou tão "ligada" em quadrinhos quanto eu sou em música e filmes, mas eu não poderia deixar de expressar a minha admiração pelo personagem criado pelo Will Eisner, o Spirit.
Eu conheci esse personagem em 2002, enquanto assistia a um documentário a respeito do início dos quadrinhos; sobre a fundação da Marvel e seus colaboradores. O que mais admiro no Spirit, é que ele não possui super-poderes, ele é um cara “comum” que luta por justiça utilizando a sua inteligência e é claro os punhos (quando necessário, o que é quase sempre).
Outra coisa que também me chamou a atenção foi o estilo que o Eisner utilizou algo bem obscuro, utilizando técnicas de iluminação e sombreamento (inspirado no expressionismo alemão) e deixa Spirit com um ar muito “realista” e uma atmosfera muito interessante, tudo bem que não chega a superar Sin City (mas isso já é outra estória). Daí também começou a despertar meu interesse em saber mais sobre o expressionismo alemão (que é incrível) – depois adiciono um link e conto algumas curiosidades a respeito.
Outro personagem que me desperta interesse tão grande quanto o Spirit, é o Spiderman, mas esse personagem, eu gosto e conheço há mais tempo (aos 8 anos de idade; primeiro em desenho animado, depois em quadrinhos). Mas esse todo mundo já conhece!
Pra mim, quando se fala em quadrinhos é impossível não citar Will Eisner e o Frank Miller (Sin City é fascinante) e na minha opinião, eles são os melhores e os mais importantes criadores de HQ´s pois estes não criaram apenas personagens mas novos conceitos e variações no gênero.
E também seria ótimo se pudéssemos contar com esses super-heróis dos quadrinhos na vida real, pois é disso que o mundo precisa... SUPER-HERÓIS de verdade, desses incorruptíveis e invencíveis, exatamente como nos gibis (ou melhor, só como na ficção).
Eu estou precisando de um com urgência, se bem que ele também não poderia fazer muita coisa por mim no momento, mas pelo menos poderia me levar pra voar um pouquinho ou sair por aí utilizando as teias... :P Ah, pelo menos eu teria um belo momento de distração! Juro, que eu não estou me drogando (caso alguém pense), eu acho é que estou é indo ver filmes demais...:P
O último que fui ver foi Dália Negra (que filme!Adorei!).
Post ao som de “Playground Love _ do Air (trilha sonora perfeita pra minha vida ultimamente... :P). Se bem que “Heroes” com o Bowie teria muito mais a ver com o assunto inicial.



Strung out eyes as cold as worship
Two minutes silence in a century of screams
Tiny massive hands, emphatic lonely soul
Skin against skin and blood against blood
This is the place where peace exists
This is this place where my mind resists
The fragments fail to hold me
The fragments fail to hold me...
When there’s time I’ll read your words
There’s no point disguising
You’re the one who’s hurt
Laid bloody and bare to see
The effects will fail to desert me
This is the place where peace exists
This is the place where my mind resists
The fragments fail to hold me
The fragments fail to hold me...
This is the place where my mind resists
The fragments fail to hold me
The fragments fail to hold me...

Bom, foi nessa letra dos Manic Street Preachers que me inspirei ao escolher um nome a esse meu blog “meia boca”. A letra creio que fala a respeito dos fragmentos causados pela guerra. Então, como nossas vidas não deixa de ser uma “batalha diária”no qual estamos sempre no “front” desse conflito, essa letra em parte tem muito a ver com isso aqui...



É Melhor Queimar do Que Se Apagar Aos Poucos...resolvi começar meu primeiro post logo assim, bem “otimista”, é um trecho de uma música do Neil Young “Hey Hey My My” ... sincero e direto.

Eu não tenho muita paciência em ler blogs alheios nem tampouco o que eu escrevo, por isso não faço a menor questão de que postem algo, mas se quiser... o problema será seu (desculpa a grosseria mas isso é sinceridade mesmo e a maioria das pessoas que conheço não gostam disso, mas eu gosto e muito).

Enfim, se o comentário for algo construtivo e interessante prometo que leio e dou meu simplório “parecer” a respeito... hahaha (hilário não? Como se alguém tivesse interessado na minha intrínseca argumentação e insignificante opinião).

Eu resolvi começar com esse blog mais por uma questão de “desabafo” eu acho, e pra que eu pudesse escrever o que penso sobre certas coisas. Sinto falta de gente que tenha assuntos e gostos em comum com o meu e que tenha um papo realmente interessante e que não seja cansativo, como isso faz falta!
E não será sempre que terei paciência o suficiente pra escrever algo.

Ultimamente só pra “variar” ando com a minha mente cheia de pensamentos; problemas (meu pai que não anda nada bem de saúde); conflitos existenciais; dúvidas (tudo ao mesmo tempo) enfim, tudo aquilo que as pessoas que refletem demais por não terem melhor distração e atrativos melhores acabam passando, e se tivesse como “deletar” a maioria desses meus pensamentos ou pelo menos os problemas (saúde), eu o faria... mas não dá.

Às vezes eu queria ser um pouco “vazia” como a maioria das pessoas que encontro por aí e que conheci ou conheço, só pra eu poder me sentir e ser ou pensar que sou “feliz” com qualquer mediocridade e achar que tudo é lindo, tudo é ótimo, mas aí só seria mais uma pessoa néscia no mundo... e no momento não peço nada pra mim, muito menos pro mundo...só pra que o meu pai melhore logo, o quanto antes!

E também já me “conformei”, pois, NUNCA eu vou me sentir completamente satisfeita; o mundo é imperfeito, as pessoas assim como EU também o são e “Utopia” é uma obra interessante e “viável” só pra gente que toma chazinho de cogumelo ou algum alucinógeno. O melhor seria que mudássemos nossas atitudes e principalmente nossos conceitos... meio difícil, não acredito em milagres.

Post ao som de “It´s You” _da PJ Harvey (como se isso fizesse alguma diferença). Foda-se!

Eu ando ouvindo muito PJ, aliás, não só isso outras coisas também e quem me conhece já sabe até quais sons são esses “de sempre”... é sempre mais do mesmo ou melhor, dos mesmos (ô clichêzinho barato!). Quando eu tô melancólica eu consigo ficar mais chata do que
eu já sou...

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"Blog sobre impressões, opiniões e porque não sobre sentimentos de quem não quer ser a dona da verdade muito pelo contrário, é um blog de alguém que só quer expessar um pouco do que pensa e um dia quem sabe, ler tudo isso e perceber que continua pensando as mesmas coisas, tendo as mesmas dúvidas, as mesmas impressões ou não, né?! xD
Quem quiser perder seu precioso tempo, fique à vontade em ler este ignóbel blog,mas sinceramente, não perca seu tempo lendo isso aqui, há coisas muito melhores pra se ler e "navegar" por aí na net." :P

Cláudia Bandeira.