Eu confesso que só fui mesmo pra edição desse ano Só pelo do INTERPOL (minha banda do coração ALWAYS) pra mim, o show foi bom e os caras mandaram bem como sempre nas apresentações, claro que como fã também acho que faltaram muitas canções que eu aguardava ansiosamente, cheguei a aproveitar que consegui ficar bem ali no meio do palco e bem pertinho da grade (só tinha uma garota na minha frente) pra gritar e pedir por pelo menos “Memory Serves” (que eu jurara que escutaria, lento engano)e uma menos provável que tocassem que era "Precipitate", não pedi "Specialist" pois já havia gente o bastante a pedindo por ali.
Era impressionante o número de pessoas com a camiseta do The Strokes, parecia mais um show exclusivo da banda e eu com minha básica camiseta, porém muito estimada do Interpol, senti muita a falta de um bis ou “encore” como preferirem, estava ansiosa pra que um milagre acontecesse e eles voltassem ao palco pra cantar pelo menos uma daquelas que eu aguardava e NADA. Foi bem broxante, mesmo antes da apresentação eu almeja por querer ir ao Calsh Club no domingo (se eu não morasse tão longe, certamente estaria no Clash também), depois do Planeta Terra a vontade aumentou, ficou aquele gosto de quero mais e de vazio pela falta de tantas canções que ficaram de fora e meu pesar foi maior quando percebi que duas dessas canções mais esperadas por mim foram relatadas por quem foi na apresentação de domingo no Clash.
Quando se quer muito ver de um bom lugar a banda que tanto gosta você é obrigada e deve estar ciente que passará por muitas privações entre elas SEDE, foi o que aconteceu comigo. Viajei 400 km para ver uma banda que pra mim é tão querida e mesmo não tendo presenciado o set list dos meus sonhos ainda assim foi o melhor show que eu presenciei na noite, cantei praticamente todas as canções, dirigi um “Paul, you make me loose my butons” – soa meio groupie, mas dane-se!Eu realmente considero o Paul Banks TUDO DE BOM, ainda mais com aquela "voz medieval"... aiai (hehehe).Ah, e que se danem os fãs de Strokes, jamais me deslocaria de tão longe pra vê-los. O Daniel Kessler como sempre foi muito simpático, não acho que a banda tenha sido fria muito pelo contrário, pode soar meio “emo”, mas senti meu coração muito aquecido pelas músicas do Interpol.
Realmente faltou um “encore” e mesmo se houvesse um ainda sim poderia escutá-los o resto da noite. E outra, o Paul diriu-se a platéia com um “obrigado” a única palavra que ele conhecia em português -como ele mesmo disse - e inúmeras vezes agradeceu ao público presente. Bom, se isso é frieza não sei mais de nada.
Ao encerrar a apresentação do Interpol, continuei ali com a minha mão na grade, esperançosa pra que as luzes voltassem a apagar e o Interpol retornasse ao palco, infelizmente não aconteceu e me vi sozinha gritando ainda pelo Interpol (uma única vez bastou)... e nada.
Não fiz questão de me manter num lugar privilegiado e conquistado com tanto sacrifício físico logo depois, me despedi das amizades que fiz por ali (foi uma grade muito bacana, repleta de gente amistosa) e sai com o coração bem apertado e um pouco desapontado, mas feliz por rever ao vivo e da grade uma banda que pra mim é tão especial. Acompanhei o Beady Eyes do telão mesmo bem ali no fundo já havia chegado na metade do show (não perdido nada pelo visto... mais do mesmo).
Em seguida veio The Strokes e aí pude confirmar que eles eram ali pra massa presente, a razão principal do evento desse ano. Foi um show dançante de muitas palavras ao público, mas não me animou o suficiente, Strokes não é a banda que costumo escutar nem esporadicamente quiçá aturar um show inteiro, já estava me retirando quando eles retornaram pro “bis” e me bateu uma indignação, (pelo Interpol não ter tido tempo suficiente pra fazer um) não fiquei nem um segundo a mais, fui embora sem nem olhar para trás.
Uma banda que me surpreendeu e que eu não conhecia foi o White Lies, realmente gostei e pretendo escutar na integra os dois álbuns que me informaram a respeito da banda. Odiei Broke Social Scene (deveriam tê-los colocado no palco indie) uma sucessão de músicas parecidas com as outras e refrões pegajosos e intermináveis. Mas teve um lance engraçado:um dos roadies da banda também tocou na última música com o Broke Social Scene, e o cara era BEM interessante (as meninas lá da grade que o digam) ainda brinquei e gritei pra ele "Chuchu, call me". E ainda ficaram pedindo pro cara tocar "last Night" dos Strokes (detalhe:antes de saberem que ele também era um integrante da banda), depois ainda comentei com uma garota gente boa que fiz amizade: "Mew, o cara faz parte da banda não é só roadie e vocês ainda gritaram pro cara tocar uma música dos Strokes" (depois disso foi só risada).A gente ainda teve a oportunidade de brincar de qual é a música, esse mesmo roadie ficava tocando trechos de bandas conhecidas, a gente ficava meio que adivinhando-as: "Ó,essa aí é do Queens of the stone age"(...).
Nação Zumbi foi sensacional de se ver e ouvir, já conhecia e já era a segunda vez que os assistia num festival (o primeiro foi no antigo Claro que é Rock). Já o Criolo, sinceramente não era o tipo de som “compatível” com nenhum dos palcos (Indie ou muito menos o Stage), não me acrescentou nada, não odiei, mas não curti, exceto quando eles terminaram o show... aí sim (melhor parte). ;)
Resumindo: Foi muito bom rever a Nação, muito bom ter conhecido o White Lies, adoraria ter ido ao Clash Club e ouvir as músicas que faltaram no set do Interpol. The Strokes foi até divertido de se ver, mas não me empolgou. Beady Eyes... passo!
Prefiro mil vezes a carreira solo do Noel (e olha que só ouvi umas duas músicas, foi mais que suficiente). hahaha
Acho que só vou me recuperar do vazio que ficou pós-show do Interpol quando eu puder ir ao um show deles novamente e de preferência num show só do Interpol (como foi no Via Funchal na qual eu estive presente e como foi no Clash e na qual não pude ir).Só espero estar viva, com saúde e “com gás” suficientes pra passar por novas privações fisiológicas até lá. E com pouco mais de sorte,quem sabe ainda tirar fotos com o Paul e o Daniel (como duas fãs sortudas tiveram oportunidade), quem sabe eu tenho essa sorte também. ;)

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Cláudia Bandeira.